Brasileiro vendeu carro por 2,2 bitcoins em 2015; hoje valor equivaleria a R$ 800 mil

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Brasileiro vendeu carro por 2,2 bitcoins em 2015; hoje valor equivaleria a R$ 800 mil

Em 2015, quando o Bitcoin ainda era um ativo pouco conhecido e cercado de incertezas, o brasileiro Renato Amoedo realizou uma transação que, anos depois, se tornaria emblemática. Ele vendeu um Ford Ka 1999 por 2,2 bitcoins (BTC) — à época, uma quantia compatível com o valor de mercado de um carro popular usado.

Naquele período, cada unidade da criptomoeda era negociada por algumas centenas de dólares. O pagamento em Bitcoin chamou atenção justamente por envolver um meio alternativo, ainda distante da popularidade que alcançaria anos mais tarde.

Quase uma década depois, a história ganhou novos contornos. Com a valorização expressiva do Bitcoin no mercado internacional, os mesmos 2,2 BTC recebidos na negociação equivalem atualmente a cerca de R$ 800 mil, considerando a cotação próxima de US$ 68 mil por unidade.

O episódio ilustra a alta volatilidade e o potencial de valorização das criptomoedas ao longo do tempo. Se, em 2015, o valor recebido representava apenas o preço justo de um veículo usado, hoje a quantia corresponderia ao valor de imóveis de alto padrão ou veículos de luxo.

Casos como esse são frequentemente citados em debates sobre oportunidades perdidas, riscos e a imprevisibilidade dos mercados digitais. Ao mesmo tempo, reforçam o quanto o universo das criptomoedas evoluiu nos últimos anos, saindo de um nicho tecnológico para ocupar espaço no mercado financeiro global.