No governo Lula, total de veículos para cuidar da saúde dos indígenas de MS cai quase pela metade

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A frota de veículos empregada nas tarefas ligadas à saúde dos indígenas de Mato Grosso do Sul, vai cair de 97 para 64 (51%), conforme relatório do Dsei-MS (Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul), documento que o Correio do Estado teve acesso.

Esses veículos, caminhonetas, Spin e Vans, no caso, são utilizados como ambulâncias que rodam diariamente pelas 74 aldeias de MS, estado com a terceira maior população do país, com 80 mil indígenas.

Além da redução da frota, que transporta pacientes e também medicamentos, há uma questão curiosa nos contratos de agora: as 97 viaturas eram locadas a um preço mensal de R$ 4 mil cada, totalizando um gasto aproximado de R$ 400 mil mensais.

Pelo novo contrato, os veículos que vão percorrer por territórios indígenas, conforme apurou o Correio do Estado, camionetas e mini vans, somente, a partir de agora, vão custar em torno de R$ 15 mil mensal cada, ou, perto de R$ 1 milhão mensal se somada toda a frota, 64 veículos, no caso.

Menos viaturas a um custo quase dobrado se comparado ao contrato que expira.

Também pelo apurado pela reportagem, o contrato com as 97 viaturas acaba até o fim do mês agosto. A prestadora de serviço, a CS Brasil Frotas Ltda., não demonstrou interesse em renovar o acordo e o prazo atual foi firmado num Termo de Ajustamento de Conduta pelo MPF (Ministério Público Federal).

A partir daí, surgiu  a ideia da contratação de empresa especializada, de "forma emergencial para prestação de locação de veículos sem motorista, manutenção, limpeza, seguro e franquia livre por veículo, sem combustível, para atendimento no âmbito deste Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul, o DSEI-MS".

No caso não houve a necessidade de se criar um processo licitatório e a escolha ocorreu por "contratação direta através da proposta de menor valor".

Quatro empresas concorreram e, uma delas, a Cunha Locação Serviços & Transportes Ltda venceu o certame.

A reportagem tentou saber detalhes da redução de veículos para a saúde indígena, mas soube, por meio de servidores da Dsei-MS, que o diretor-geral Arildo Alves Alcântara, estava em viagem nesta segunda-feira (31).

Depois, foi informado que o chefe geral do Dsei trata da questão com o jornal nesta terça (1). Assim que houver o manifesto este material será atualizado.