Hoje (24), é a vez de Mato Grosso do Sul entrar no radar do Rally dos Sertões. Com a realização da quinta etapa, a competição entra no Estado com destino ao município de Coxim. O maior rali do Brasil teve largada no sábado em Goiânia (GO) e após concluir os 3.300 km do roteiro previsto, terá a festa de encerramento em Bonito, no sábado.
A prova está com 50% do seu percurso concluído e entrando para a reta final. Ficarão em Mato Grosso do Sul os “pegas” decisivos entre os participantes com chances de vitória. “Temos pela frente cerca de 1 mil km de disputas e tudo pode acontecer. A especial mais longa desta edição do rali é a de Coxim. Estamos sob pressão, com o cansaço já aparente, mas ainda temos muita energia para gastar. Com a torcida da população local, tenho certeza de que nossa passagem pela região será inesquecível”, comentou o piloto Flávio Lunardi, da Bulldog Racing.
As características das etapas que acontecerão em Mato Grosso do Sul deverão dar um novo ritmo a disputa. Entre áreas de serra (com muitas subidas e descidas), os participantes também acelerarão dentro de propriedades particulares destinadas a madeira e agricultura. Ao cruzar vários municípios, eles serão desafiados por muitas pedras, cascalhos, trial, lombas, em estradas com longas retas (alta velocidade) e setores travados.
“Ao que tudo indica, a organização do Rally dos Sertões soube explorar muito bem as vantagens off-road que as localidades oferecem. Seguiremos focados, mantendo o equilíbrio e respeitando os obstáculos. Precisamos manter o equipamento inteiro, para colocá-lo na tão sonhada rampa de chegada”, comentou o piloto Renato Martins, da equipe Sacode Poeira. Ao lado do navegador Enedir da Silva Júnior, a dupla tem travado uma disputa incrível pela liderança da categoria Máster – Regularidade.
No rali de regularidade as médias de velocidade estão cada vez maiores
E por falar no rali de regularidade, o piloto Roberto Bontempo contou que os off-roaders estão se sentindo em plena modalidade cross country, pois as médias de velocidade a serem cumpridas estão bem altas. “O Rally dos Sertões está mais difícil do que prevíamos. Mesmo com percursos em linha reta e sem balaios, a organização conseguiu proporcionar uma disputa bastante intensa, dinâmica. Não dá tempo de piscar os olhos. A dificuldade da pilotagem e da navegação é grande, ficamos ligados o tempo inteiro. Sem contar que os nossos adversários são extremamente precisos, não tem ninguém aqui mais ou menos, os resultados são muito justos”, descreveu.
Com informações da assessoria

