Caminhoneiros desmentem acordo com Governo e mantêm paralisação na Capital

 / Diego Alves

Caminhoneiros que estão no anel viário da BR-163 em Campo Grande desmentem o acordo com o Governo Federal divulgado nacionalmente para o fim da paralisação e, dizem que continuarão com o manifesto madrugada a dentro. Aproximadamente 300 caminhoneiros continuam neste trecho.

Segundo os trabalhadores, informações em redes sociais são as de que as paralisações, principalmente os dos não sindicalizados, continuarão em Mato Grosso do Sul e em outros estados.

 

Ainda segundo os caminhoneiros, o acordo foi feito com alguns sindicatos, sendo que dois, não assinaram o acordo. A Unicam (União Nacional dos Caminhoneiros) e a Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros) não assinaram o documento.

Os sindicatos citados e caminhoneiros não sindicalizados, querem a isenção total do PIS/Cofins e do Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) no diesel, de forma definitiva.

Nesta quarta-feira (24), a Câmara dos Deputados aprovou a reoneração com isenção de PIS/Cofins no diesel até o fim do ano. O caso ainda será analisado pelo Senado.

Contrário à Unicam e Abcam, o presidente da CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos), Diumar Bueno, acredita que a paralisação dos caminhoneiros está definitivamente terminada. Trabalhadores disseram à reportagem, que com o acordo com alguns dos sindicatos, o Governo Federal poderá conseguir decisões judiciais para liberar as rodovias.

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) chegou a informar na noite desta quinta que iniciou o monitoramento de desmobilização da greve dos caminhoneiros nas rodovias federais.

“É o que a mídia nacional está mostrando, amanhã eles vão ver que não teve acordo nenhumâ€, disse o caminhoneiro Saul Jr., 38. “Estamos pagando para trabalhar, tudo aqui (paralisação) continuaâ€, comenta Marcelo Correa, 42.

“Em grupos (de redes sociais) a gente recebe informações que tudo continua do mesmo jeitoâ€, diz Adilson Duarte, 48.