
A Polícia Federal (PF) deve indiciar neste mês os primeiros investigados da operação Sem Desconto, que combate as fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Pelo menos cinco pessoas, presas desde o ano passado, serão mencionadas no relatório a ser enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Os indiciamentos fazem parte do primeiro relatório do caso. Devem ser mencionados ao menos cinco investigados que estão presos desde 18 de dezembro de 2023, segundo fontes da PF.
Segundo o diretor de combate ao crime organizado da PF, delegado Dennis Cali, em fala na última sexta-feira (3), os presos são prioridade para a finalização desse primeiro relatório, visto que estão detidos há sete meses. Pela legislação, presos preventivos precisam de revisão de prisão a cada 90 dias.
Na semana passada, a CNN mostrou que os advogados dos presos da operação têm acionado o STF com novos pedidos de revisão da prisão preventiva dos investigados detidos em 18 de dezembro de 2023.
A maior parte dos presos da operação Sem Desconto está na mesma ala no Complexo da Papuda, em Brasília. O espaço está sendo chamado de "Ala do INSS" por conta dos detentos que ali estão desde dezembro de 2023.
A operação Sem Desconto descortinou um esquema de fraudes bilionárias no INSS ao longo de anos, que chegou a pelo menos R$ 6,5 bilhões com descontos associativos em contracheques de aposentados e pensionistas. Empresários, ex-dirigentes, donos de associações e políticos são alvos da investigação.

