Dono da Havan reage a notificação do MPF-MS e acusa órgão de perseguição política por bandeira em sacola

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ENTENDA O CASO
  • MPF-MS notificou a rede Havan pelo uso da bandeira do Brasil nas sacolas
  • Luciano Hang gravou vídeo chamando a situação de "perseguição política"
  • Empresa diz que uso do símbolo é legal e que advogados já responderam à notificação
  • Notificação teria partido de uma denúncia anônima ao órgão federal

O empresário Luciano Hang, proprietário das lojas Havan e conhecido nacionalmente como "Véio da Havan", gravou e publicou um vídeo nas redes sociais na quarta-feira (6) em que classifica como perseguição política a notificação recebida pelo MPF-MS (Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul) referente ao uso da bandeira brasileira estampada nas sacolas da rede varejista.

No vídeo, Hang aparece ao lado de um diretor da empresa, identificado como Edson, e relata que a Havan foi formalmente notificada pelo órgão federal pela prática. Segundo o diretor, a notificação afirmava que a empresa não poderia utilizar a bandeira nacional nas embalagens distribuídas aos clientes.

"Recebemos uma notificação dizendo que nós não podemos utilizar a bandeira do Brasil nas nossas sacolas."

EDSON, DIRETOR DA HAVAN, NO VÍDEO PUBLICADO NAS REDES SOCIAIS

Hang defende patriotismo e critica o MPF

Ao longo da gravação, Luciano Hang defendeu o uso das cores verde e amarelo e da bandeira brasileira como parte da identidade visual da empresa, presente nas lojas, materiais e demais elementos da rede desde sua fundação. Para o empresário, a notificação representa um ataque à expressão patriótica.

"Eu acho que nós temos que ser, cada vez mais, ter orgulho de usar o verde e amarelo, de usar a nossa bandeira, orgulho."

LUCIANO HANG — EMPRESÁRIO, DONO DAS LOJAS HAVAN

O empresário também fez uma comparação com os Estados Unidos, onde o uso da bandeira nacional em produtos e estabelecimentos comerciais é amplamente difundido. Em seguida, questionou publicamente a prioridade do órgão federal ao tratar do assunto.

"Será que o Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul não tem nada mais o que fazer? Não tem bandido, não tem ocupação, não tem pichação?"

LUCIANO HANG — EMPRESÁRIO

Denúncia anônima e resposta dos advogados

Hang afirmou que a notificação do MPF-MS teria sido motivada por uma denúncia anônima. Sem citar nomes, o empresário mencionou um procurador do órgão em Mato Grosso do Sul e voltou a classificar a situação como uso político do aparato público contra quem pensa diferente.

Segundo Hang, os advogados da Havan já responderam formalmente à notificação, sustentando que o uso da bandeira brasileira em embalagens comerciais é permitido pela legislação vigente.

"A gente procurou. Podemos, sim, utilizar, é algo que o brasileiro pode usar, sim, não tem problema. Nós não estamos queimando em praça pública a nossa sacola, nós estamos mostrando o nosso patriotismo com o nosso país."

LUCIANO HANG — EMPRESÁRIO

Ao encerrar o vídeo, o empresário foi além da questão específica da Havan e fez um alerta mais amplo sobre o que chamou de uso indevido da máquina pública.

"Tem gente que se utiliza da máquina pública pra fazer mal por pessoas que não pensam como eles."

LUCIANO HANG — EMPRESÁRIO

Não é a primeira vez

Este não é o primeiro episódio polêmico envolvendo a Havan em Mato Grosso do Sul. Anteriormente, o próprio Luciano Hang já havia publicado vídeos com imagens de furtos registrados em unidades da rede no estado, gerando repercussão nacional. A empresa também enfrentou questionamentos no Maranhão, onde a Estátua da Liberdade instalada na fachada de uma loja em São Luís foi alvo de debate público.

Fonte: Campo Grande News · Redes sociais de Luciano Hang#Havan #LucianoHang #MPFMS #BandeiraBrasil #MatoGrossoDoSul