Um policial penal de 39 anos foi denunciado por importunação sexual contra uma jovem de 21 anos, em Campo Grande. O caso foi registrado na noite de quinta-feira (05) e será investigado pela Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima fez uma entrevista de emprego em um salão de beleza da esposa do policial. O servidor público — que recebe salário de R$ 5,8 mil conforme o Portal da Transparência — atuava como responsável financeiro do estabelecimento e fazia as entrevistas com as mulheres para trabalhar no salão.
Ao Jornal Midiamax, a jovem relatou como tudo começou: “Eu fui chamada no final de 2025 para uma entrevista, aí ele falou que ia me chamar, mas não me chamou. Em janeiro ele me chamou, eu fui e ele falou que ia me chamar para um teste. Mas não me chamou. Disse que ia conversar com a mulher dele para ter uma concordância para fazer o teste. Eu queria saber se essa concordância deu certo para eu começar a trabalhar”.
Como não obteve resposta, a jovem resolveu entrar em contato com o policial penal para saber a resposta da entrevista e foi informada de que não deu certo.
Contudo, o policial mudou o comportamento e o conteúdo da conversa via WhatsApp. Ele começou a enviar mensagens — algumas de cunho sexual — e apagá-las. Inclusive, um dos números utilizados por ele seria funcional, segundo o relato.
Policial ofereceu R$ 30 para a vítima tirar parte da roupa
Em uma das ocasiões, o policial penal, fardado e em horário de serviço, fez uma chamada de vídeo se masturbando. Ele ofereceu R$ 30 para que a jovem tirasse parte da roupa.
“Ele falava: ‘Vai logo, vai logo, mostra o p* para mim, se você mostrar, vou mandar R$ 30’. Ele falou assim: ‘Você está na sua casa? Quero ir à sua casa, quanto você cobra para fazer completo?’ Isso, ele acelerando, que era para ele voltar para o expediente dele”, lembrou a jovem.
Durante o registro do boletim de ocorrência na Deam, a jovem afirmou que não teve nenhum tipo de envolvimento com o policial, nem mesmo vínculo afetivo. O contato foi apenas para questões profissionais.
Policial admitiu erro e culpou a vítima
Diante da importunação sexual, a vítima entrou em contato com a esposa do servidor público. A mulher disse à jovem que havia se separado do policial e, inclusive, se ofereceu para acompanhá-la até a delegacia para registrar boletim de ocorrência.
Após tomar conhecimento do caso, a esposa do policial ameaçou expor o servidor, momento em que ele admitiu o erro e culpou a vítima. “Eu tô errado, mas ela me ofereceu vídeo chamada… Estou errado e assumo. Nunca tinha feito isso na vida, mas agora é tarde”, falou o suspeito à esposa.

Procurada pelo Jornal Midiamax, a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) informou que, em situações como esta, é aberto um PAD (Procedimento Administrativo Disciplinar). O espaço segue aberto para manifestações futuras.

